Veja no fundo desta página uma apresentação em 23 slides: a origem dos sentimentos que gémeos singulares relatam com mais frequência e uma descrição dessas sensações e emoções.LUTO INSONDÁVEL PRESO NUMA ESPIRAL DE AMOR SEM FIM
19 de março de 2010
Um buraco na alma
Só quero sentir o verdadeiro Amor, o lar onde vivi, porque eu tenho demasiada vida a fluir nas minhas veias e a ser desperdiçada...
Eu não quero morrer, mas também não estou muito interessado em viver, antes mesmo de me apaixonar, preparo-me para deixá-la...
Tenho um Medo-de-morte, e é por isso que continuo a correr, vejo-me a caminho antes mesmo de chegar ao destino...
Eu só quero sentir o verdadeiro Amor, o lar onde vivi, porque eu tenho demasiada vida, a fluir nas minhas veias e a ser desperdiçada...
É que eu preciso de sentir o Amor verdadeiro, sentir a vida eterna. Nunca me chega o que tenho...
Eu só quero sentir o verdadeiro Amor, sentir o lar onde vivi, porque eu tenho demasiado amor, a fluir nas minhas veias e a ser desperdiçado...
Tenho um buraco na minha alma, podes vê-lo no meu rosto, é realmente muito grande...
Vem segurar a minha mão, eu quero contactar com os vivos...
Ver até ao fim!
10 de março de 2010
Grito III
Inefável memória
É ... um Ser..., uma ... criatura ...? Não, um corpo? Não! Não é uma mulher nem uma menina... nada disso! Não é uma figura, nem uma silhueta...; É uma presença! Sim é isso, uma presença… Imagine-se uma presença!
Não é uma pessoa, é uma presença, uma existência, uma … onda emitida por um conjunto de matéria que agrupada daquela maneira, e só daquela maneira, resulta daquele modo.
Não vem de fora, não é um olhar, nem um modo de estar... Não sei o que é...
Imagine-se algo indescritível como o cheiro de um perfume… mais o cheiro só, nem sequer se pode falar de perfume. Um sentimento como o que advém de um cheiro forte. E esse cheiro por sua vez desprende-se de uma presença… que se vê, que se ouve, que se sente, mas que não tem nome nem designação, porque o tal sentimento apaga qualquer referência.
Um sentido que tem a ver com a alma, não tem a ver com factos, portanto não tem a ver com a matéria, ... e no entanto é físico com certeza, se é um sentido, neste caso o olfacto.
Mas não é o ser um cheiro que interessa, é algo de indescritível como o é um odor que paira no ar, que se desprende daquela presença, que é tão forte que apaga os seus traços. Os traços físicos como os mentais, os racionais.
Só resta a irracionalidade, o descontrolo, perde-se a razão … e tudo o que era deixa de ser.
Salomé
12 de fevereiro de 2010
Memória corporal
"Saber desde sempre que tive um gémeo deu-me um chão onde firmar os pés; suavisou uma ferida profunda, mas claro, não a curou. Canalizou uma obsessão; deu forma, identidade e reconhecimento à exaltação dentro de mim; revelou-me aos meus próprios sentimentos; deu um melhor-amigo cá dentro.
No meu caso, sinto mais melancolia do que depressão e culpa, embora esses dois aspectos me façam uma visita de tempos em tempos, sob diversas formas e disfarces. Com melancolia quero dizer: uma tristeza profunda e tranquila como um oceano onde se pode nadar, mas onde podemos afundar-nos se ficarmos demasiado tristes..."
Pierre-Yves Diacon
13 de janeiro de 2010
Gémeo reencontrado
O trabalho realizado nestes Workshops de fim de semana recorre a métodos diferentes da constelação familiar, trauma-terapia energética, terapia corporal biodinâmica e rituais xamânicos, conforme o que é necessário. Uma outra das suas técnicas de trabalho é o Aqua-release. Num ambiente protegido e respeitoso dá-se espaço para a cura.
"Chega um momento que é preciso deixar ir, soltar-se do outro, por exemplo, num ritual de despedida, um funeral. Isto é necessário para que o choque sofrerido quando o outro desapareceu possa ser curado. Para poderem sentir-se inteiros na vida quotidiana sem o outro e sem sentimentos de culpa em relação ao outro, é necessário fazer um processo de cura aos níveis corporal e energético. O vazio energético, causado pela perda do outro pode assim sarar."
8 de janeiro de 2010
Amor ex-gemelar...
Para quem não sabe reconhecer a diferença esta declaração, cheia de ternura e inocência, confunde.
É uma fronteira delicada, mas não me parece que se trate aqui de amor homossexual. A minha hipótese é de que a menina que criou o vídeo seja uma gémea sobrevivente que está a preencher o espaço deixado pela sua irmã gémea com esta amizade. Será essa a razão que a leva a exacerbar o sentimento de pertença, e a faz sentir um amor tão perfeito e sublime pela amiga?
Vale a pena comparar com o post Gémea para todo o sempre onde uma jovem que perdeu a sua irmã gémea descreve os seu sentimentos.
Até a letra da música tem a ver com a perda!
4 de janeiro de 2010
O advento da epigenética
A partir do estudo de gémeos idênticos os cientistas observam o que faz com que esses irmãos gémeos tenham desenvolvimentos diferentes, já que a sua informação genética é exactamente igual. O estudo consiste em entender de que modo eles estão destinados a ter vidas idênticas ou até que ponto o meio ambiente pode ligar e desligar determinada informação genética e alterar os seus percursos de vida.
Devido à possibilidade de acompanhar com tanto pormenor a gravidez, através das ecografias 3D, os investigadores conhecem cada vez melhor o que se passa durante a vida intra-uterina. Hoje em dia eles sabem que, sendo um espaço pequeno, o útero oferece um mundo de possibilidades, e que os gémeos apesar de partilharem esse mundo podem ter vivências muito diferentes, e consequentemente desenvolvimentos muito diferentes mesmo antes de nascerem.
A epigenética é uma área de estudo que se debruça sobre a influência que as experiências de vida e o ambiente em que uma pessoa se move exercem sobre a disposição genética desse indivíduo.
É o perfil epigenético que é diferente nos gémeos idênticos, conforme o que vivem a expressão dos seus genes é modificada por agentes que os ligam ou desligam.
A Epigenética é tão revolucionária que está a mudar o modo como os cientistas vêem as mais conhecidas e debilitantes doenças. O Prof. David Leslie, geneticista que estuda há longos anos o genoma humano, afirma que depois de estudar os gémeos se tornou um não-geneticista pois compreendeu que não são os genes que nos trazem as doenças mas sim a interacção do ambiente com os genes. Essa interacção é que é importante.
E eu pergunto: se o ambiente vivido dentro do útero envolve por exemplo a morte de um outro embrião gémeo, não podemos esperar do sobrevivente uma profunda e elementar modificação epigenética do seu genoma original? E se essa modificação se deu devido a uma ocorrência externa, não será ela reversível?
Entre os vários casos apresentados destaco ainda a observação da sincronicidade a nível corporal entre gémeos idêncicos. É relatada a história de dois irmãos idênticos que apesar de terem optado por estilos de vida opostos (um alimentava-se de modo muito saudável e era fisicamente activo e o outro era sedentário e comia "mal") ambos sofreram de problemas de coração no mesmo local e do mesmo tipo. Como será isto possível? Como este documentário não inclui a dinâmica psicológica a questão fica no ar. No entanto eu arrisco: estarão eles ligados a nível emocional a ponto de o irmão saudável ter sido influenciado pelo irmão doente a, por amor, desenvolver a mesma doença?
Aqui uma explicação clara do que é a epigenética (apesar de ficar aqui esquecida a vivência pré-natal):
28 de dezembro de 2009
Compensando vazios
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